É por esta razão que não interessa que venham dizer que o consumo de combustíveis fósseis está a contribuir há dezenas de anos para o sobreaquecimento do planeta. Enquanto houver combustíveis fósseis está fora de questão deixar de os explorar. E as energias renováveis só poderão ser um produto interessante no dia em que acabarem as reservas de petróleo e de gás natural. Suspeito que antes de isso acontecer começaremos a ver subir os níveis dos oceanos.
Desde muito novo (a minha mãe diz que foi desde os quatro meses de idade) que desenvolvi doenças respiratórias e alérgicas. Tudo isto são factos que fazem parte da minha vida. Mas começo a suspeitar que na realidade o nosso sistema imunológico se limita a fazer o seu papel: defende-nos de uma atmosfera perigosa e hostil a que somos atirados. O problema é que parece que não temos forma de lhe escapar.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2006
Alergias
Desconfio que a maior parte das alergias de que sofremos se devem ao facto de vivermos num mundo hostil, cheio de gases perigosos e de produtos químicos que nos atingem através da alimentação. São subprodutos do sistema capitalista, o tal que diz que são as empresas que criam riqueza. Bem, não são bem as empresas que criam riqueza, são aqueles que as empresas exploram, esses é que produzem riqueza. Mas não nos devemos espantar perante esta óbvia mentira. O sistema capitalista vive da mentira e na mentira. A mentira é o oxigénio do capitalismo. A verdade não produz riqueza. O capitalismo assenta na criação de mais-valias, isto significa na prática que aquilo que outros produzem é sempre vendido por um preço cada vez mais alto e muito superior ao que custou produzir um determinado bem. E o que é engraçado é que aqueles que efectivamente produzem bens geradores de mais valias ganham sempre mais ou menos o mesmo ao longo da sua vida e ai deles que venham dizer que o que ganham não é suficiente. Quem determina o que é suficiente são os chamados empregadores e são eles que determinam o que é suficiente e o que é verdade. Por essa razão, não venham dizer que o capitalismo gera subprodutos perigosos para a vida humana. Isso não é aceitável. Iria conduzir a uma série de alterações na produção de bens de forma a que deixassem de ser nocivos para a saúde e para que isso fosse possível teriam que ser feitos grandes investimentos pouco rentáveis ou que dificilmente gerariam mais valias. Solução? Simples! Se o que se produz é rentável, a discussão acabou! Não interessa se a longo prazo pode destruir a saúde das pessoas ou mesmo levar a uma subida do nível dos oceanos. E se dizer que tudo isto é mentira não chega, faz-se simplesmente o seguinte: mantém-se a produção de forma a que os volumes de vendas se mantenham na mesma e ignora-se alegremente o que venha a ser denunciado.
sábado, 26 de novembro de 2005
quinta-feira, 24 de novembro de 2005
Porque é que Portugal é um país atrasado?
segunda-feira, 21 de novembro de 2005
Ontem não aconteceu nada de especial!
Eu sei que parece um título tipo-Ray-Bradbury. Mas não é. É mesmo verdade. Não aconteceu nada. Isto é, até inauguraram uma árvore de natal gigante mas será que dá para classificar isto como um acontecimento? Mas hoje, não! Hoje aconteceu tanta coisa que eu tinha mesmo que vir aqui contar. Falaram-me dum gajo cuja mulher não dava uma para a caixa. E que faz ele para sair do buraco em que se via metido? Snifa uns bonecos de borracha. Tipo-ginseng!
sábado, 19 de novembro de 2005
O Nascimento de Um Blog
Este nasceu porque o mundo em que vivemos está, aos poucos, a dar comigo em doido. Para ver se consigo manter-me são no meio deste mundo louco, decidi criá-lo. Pode ser que ajude. Decidi chamar-lhe Timpanas em homenagem a um boneco de borracha que tive em miúdo. Tenho saudades do Timpanas. E invejo-o. Se fosse de borracha como ele, talvez conseguisse aguentar mais e melhor tudo o que aguento. Sobretudo invejo-o por ele ser incapaz de pensar e ter consciência de si e de tudo o que o rodeia. Mas como a minha vida é muito diferente da do Timpanas (por muito que o lamente!) este Timpanas, o blog, vai ser exactamente um fiel depositário de tudo o que me apetecer dizer ou partilhar. Vai ser um companheiro, tal como o Timpanas foi. Um pouco mais etéreo, é certo.
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